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Portuguesa vence Prémio Europeu para Mulheres Inovadoras

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E se a Internet estiver nas coisas em movimento? Esta foi a ideia base para a criação da Veniam, a startup tecnológica que transforma veículos, como táxis e autocarros, em pontos de acesso sem fios, implantando redes móveis à escala de cidades a custos reduzidos. Estes hotspots em veículos podem funcionar como sensores, interagindo com sistemas de gestão de trânsito, criando uma rede para a transmissão de informação entre hotspots, a caminho do destino final. A informação pode ser utilizada para melhorar a gestão do trânsito e assim ajudar os condutores. Esta tecnologia, com assinatura portuguesa, está a revolucionar os modelos de transportes e a mobilidade das cidades do futuro e pretende assumir-se como precursora do conceito “Internet of moving things

Esta foi a ideia que colocou Susana Sargento no primeiro lugar do pódio da competição europeia Mulheres Inovadoras 2016, num total de 64 candidaturas e 9 finalistas.

Criado em 2011 pela Comissão Europeia, este prémio valoriza publicamente o trabalho científico de mulheres que conseguiram criar modelos de negócio de sucesso a partir das suas áreas de investigação. E propõe-se a incentivar outras mulheres a seguirem carreiras de ciência e a implementarem no mercado as suas ideias de vanguarda.

Susana Sargento é investigadora em redes de comunicações e conta com uma vasta experiência de 15 anos em liderança de projetos nacionais e internacionais. Integra o Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) da Universidade de Aveiro (UA), onde em colaboração com a Universidade do Porto (UP) e com o apoio da UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da UP e do Programa Carnegie Mellon Portugal – FCT, foi corresponsável pelo desenvolvimento e lançamento do projeto da Veniam em 2012.

O prémio no valor de 100 mil euros foi entregue no dia 10 de março pelo Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, em Bruxelas num evento enquadrado com a comemoração do Dia Internacional da Mulher.

Na cerimónia, o representante português salientou que “Este projeto simboliza também o enorme potencial que existe em Portugal na área da economia digital e novas tecnologias” e que “A Europa tem de apoiar mais os seus inovadores: pessoas que combinam excelência científica e sentido de negócio; pessoas que transformam a sua investigação em oportunidades de emprego e que concretizam as respetivas ideias em benefícios para a nossa sociedade e a nossa economia”.

O segundo e terceiro prémio, no valor de 50 e 30 mil euros, respetivamente, foram entregues a investigadoras da Finlândia e da Irlanda.