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Novo modelo explica origem dos campos magnéticos

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Um modelo inédito para explicação da origem e amplificação dos campos magnéticos até aos níveis atuais  foi recentemente publicado na revista Physical Review Letters  por uma equipa de investigadores do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico.

O universo atual é permeado por campos magnéticos, mas é amplamente aceite que no universo primordial estes não existiam. Este estudo, financiado pela FCT, demonstra, através de simulações numéricas em supercomputadores, que a existência de variações espaciais de densidade e temperatura compatíveis com as existentes no início do universo poderão ter levado à criação de “campos magnéticos semente”, potenciais responsáveis pela sua amplificação.

A justificação mais plausível para a amplificação de campos magnéticos é o efeito de dínamo turbulento. Segundo este modelo, um “campo magnético semente” bem amalgamado pelo efeito dínamo leva à criação de um campo magnético significativo.

Kevin Schoeffler, investigador do projeto, considera que “estes resultados representam um avanço significativo em relação aos modelos anteriores, em que o valor deste campo semente era demasiado pequeno para que a ação do dínamo turbulento tivesse rapidez suficiente para permitir o seu crescimento. No nosso cenário, que representa um novo paradigma para a magnetogénese, prevê-se que os campos magnéticos sementes possam ser várias ordens de grandeza mais intensos.”