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Science Europe divulga posição sobre o Espaço Europeu de Investigação

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Na avaliação que fez da comunicação de 2012 da Comissão Europeia intitulada “A Reinforced European Area Partnership for Excellence and Growth”, a Science Europe manifesta a sua preocupação de que pressões para ‘concluir’ o Espaço Europeu de Investigação (EEI) até 2014 possam estar a fechar oportunidades para o diálogo e a impedir que a Europa “aprenda a tirar partido das suas reais forças: a sua diversidade e a interligação entre políticas nacionais e Europeias”. 

Tendo em conta o conhecimento limitado sobre a complexidade dos factores que influenciam a eficácia dos sistemas de investigação nacionais, esta associação das principais agências financiadoras e organizações de investigação Europeias sugere que em vez de se reduzir a Prioridade Um do EEC a uma dicotomia financiamento ‘competitivo versus não competitivo’, se deveria repensar a atual abordagem à política do EEC, de modo a permitir maior aprendizagem mútua. 

A Declaração da Science Europe explica que não obstante “a competitividade ser um elemento importante em política de ciência e o seu reconhecido papel fundamental em estimular a excelência, não há razão para presumir que os vários países requeiram políticas científicas idênticas (…). Diferentes modelos de financiamento podem quer estimular, quer obstruir, a implementação de diferentes estratégias, implementadas em diferentes contextos regionais e nacionais”.

Num altura em que a Comissão Europeia e os Estado Membros da UE revêm a abordagem da Comissão ao EEC, e se prepara o ‘Roteiro EEC’ para 2015, a declaração da Science Europe tem como objetivo contribuir para o debate sobre o futuro do EEC, oferecendo sugestões para agilizar a sua implementação. Amanda Crowfoot, Diretora da Science Europe acrescenta, “Science Europe está totalmente disponível para debater a revisão da política do EEC com a Comissão Europeia e com outros atores”.

A Science Europe é constituída por 52 agências de financiamento e instituições de investigação, de 27 países, representando um orçamento global anual de 30 biliões de euros. Criada em outubro de 2011, tem como objetivo promover os interesses coletivos dos seus membros, e providenciar uma plataforma onde possam colaborar, ao nível das políticas científicas e da investigação científica. Miguel Seabra, Presidente da FCT, é o atual Presidente da Science Europe.